Blog Arte & Contexto


01/08/2007


Quem somos nós?



Nós somos um grupo de jovens que têm o interesse de compartilhar informações com outros jovens como nós.

A idéia é divulgar projetos sociais, atividades culturais, oficinas, grupos e oportunidades e incentivar a leitura crítica passando informações sobre vários escritores, pensadores, filósofos e etc. Com uma linguagem popular e jovem, compreensível e acessível para a galera.



Paulo Domingos e Besaliel (membros da equipe Arte e Contexto)


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Escrito por Besaliel às 16h41
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Um aglomerado de fragmentos, criados para que não se reconheçam.

Ao nascermos, já temos imposto uma condição social de vida: como devemos agir, falar, se comportar, aprender, entre outros.

Nós como “ser social”, formamo-nos e moldamos-nos a partir deste referencial.

Entretanto nenhuma pessoa é criada como a outra.

Com o decorrer do tempo, as pessoas foram alienadas e induzidas a se dividirem para que não se reconhecessem, principalmente como ser humano.

A divisão de classes, por exemplo, coloca um grande abismo entre pessoas que estão na mesma condição social, porém não estão na mesma condição de cargo.

A sociedade exclui e divide ao mesmo tempo. Em minha opinião, estes são os principais papeis do capitalismo: Excluir e dividir.

Uma pessoa que sai, dos conformes da sociedade e de seus padrões é excluída e subjugada, diferente.

“Ninguém pode, nem deve pensar por si mesmo”. Isto é o que diz a sociedade em que vivemos.

Nossa sociedade (capitalista) não aceita mudanças. Não aceita que alguém que faz pode ser igual a alguém que pensa. Pois se admitir isso, acaba perdendo o controle da luta entre uma classe que está na mesma condição. Luta qual o próprio capitalismo começou.

Se o sistema conhece a frase que diz: “A união faz a força”, logo aplica a idéia contraria que é: “A divisão traz o fracasso”.

Uma minoria usou as duas armas essenciais: “O pensar e o agir”.

Texto de Aline Cristine.
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Escrito por Besaliel às 15h44
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O que é cultura pra você?

Olhando para a forma como nossa sociedade se organiza vemos que “culturalmente” existe uma divisão/separação entre o conhecimento do “saber” e do “fazer”, como se estas coisas fossem distintas e separadas. Por exemplo, quem é mais culto? O arquiteto que desenhou a planta do prédio ou o mestre de obras, pedreiro que construiu o prédio? O musico de classe média que canta MPB ou o cantor de Forró que veio do nordeste?

Esta falsa diferença entre o “saber” e o “fazer”, entre a MPB e o Forró, entre a literatura universitária e a literatura de cordel, tem uma função social, que é a de validar a exploração de uma classe sobre outra. E esta diferença não se deu naturalmente foi construída com o tempo e divulgada pela família, acomodada pela religião, pela escola de ensinos matemáticos, pelo governo e pelos meios de comunicação de massa.

Se pudermos olhar para nossa sociedade sem preconceitos veremos que esta mistura não homogênea de varias etnias, ou seja, de varias culturas (como a africana, indígena, européia e asiática, por exemplo) só existe porque houve uma resistência de uma maioria oprimida, ou melhor, reprimida pela classe dominante, porque se dependesse apenas de nossa “democracia” e “liberdade constitucional” seriamos a nação “padrão” européia, sem liberdade cultural.
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Escrito por Besaliel às 15h38
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